INSOMNIA

She couldn't sleep. The room was dead silent, but her heart was screaming. Screaming with longing. Screaming to get out of there. Her mind, syncing with that pain, brought a series of memories, showing where she wanted to be. It asked for Sunday mornings, unmade beds, and his body to cuddle with. It asked for kisses, his smell, the eyes she never grew tired of looking at, the hug that felt like home. It asked for him.

INSÔNIA

Não conseguia dormir. O quarto era um silêncio sepulcral, mas o coração gritava. Gritava de saudade. Gritava pedindo para sair dali. A mente, em conjunto, trazia uma série de memórias, mostrando onde queria estar. Reivindicava por domingos de manhã, cama desarrumada e o corpo dele para se aninhar. Pedia pelo beijo, pelo cheiro, pelo olhar que não cansa, pelo abraço que protege. Pedia por ele.

MENINA-PERFEITA


Ela sempre soube que o modelo de menina-perfeita não tinha o seu número. Via as amigas em busca de serem lindas, descoladas, sempre tentando se encaixar no grupinho atual e negociando qual o próximo menino em que iam dar o bote. Enquanto isso, ela queria ser inteligente, queria melhorar seus desenhos e textos, jogar videogame e passar horas gravando fitas K7 com as seleções de músicas mais cuidadosamente selecionadas do mundo.

Ah, a música. Esse item, aliás, sempre teve uma participação especial na vida dela. Ela aprendeu a gostar de Bon Jovi e Alanis Morissette quando ainda era um cotoco, aos cincos anos de idade. Seguiu ouvindo The Cranberries, R.E.M e mais toda uma herança musical que vinha do pai, da mãe, dos tios, dos primos mais velhos. Tudo isso aprimorado com as coisas novas que o bom filtro do seu ouvido separava das rádios. Ela e o walkman eram inseparáveis e o banheiro presenciou os melhores covers da história!

 

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